De slogan a coral: o uso de comunidades terapêuticas em campanha política

Reportagem por Alice de Souza e Fernanda Santana


Numa das fotos da campanha a vereador de Salvador, Igor Manassés, 36, um dos filhos do Pastor Manassés, aparece dentro do ônibus, com um traje igual ao usado pelos internos nos trabalhos dentro dos coletivos – blusa branca, calça jeans e uma bolsa com o slogan da Instituição Manassés, onde são guardados os objetos vendidos para angariar verba para a comunidade. Não há menção a seu primeiro nome. Ele aparece apenas como Manassés. A imagem é associada diretamente à história da Instituição. Em uma delas, Igor surge com uma placa de papelão às mãos com a frase “Eu não prometo, eu já faço há 23 anos”. A Manassés chegou à Bahia em 1997 – Igor, na época, tinha 13 anos. 

Em quase todas as fotos publicadas nas redes sociais, Igor aparece com uma blusa que traz o símbolo da Instituição Manassés – um sol amarelo e vermelho em cima, o nome Manassés embaixo, centralizado. Em 2018, ocupou por quatro meses a cadeira do vereador de José Trindade (PSL), de quem era suplente. Ele também é presidente do Cajazeiras Esporte Clube. Na Instituição, Igor,se dedica às escolinhas de futebol e projetos voltados para pessoas com algum tipo de deficiência, mas participa do funcionamento da entidade como um todo. As imagens de sua campanha eleitoral destacam, principalmente, esse lado do seu perfil. 

O caso de Igor é um exemplo do uso recorrente da imagem das comunidades terapêuticas em campanhas políticas. Nestas eleições, novamente, é possível observar – nas redes sociais ou nas propagandas veiculadas na televisão – como as comunidades são usadas, também, com finalidades de ganho de votos. “O Igor está se candidatando em Salvador, porque aí teremos representantes cobrando respostas dos governantes quanto às pautas sociais. Você tem mandato você tem voz. Nós temos pessoas que montaram instituição e damos orientações. Primeiro funciona assim: fazer funcionar”, aspa do pai, Manassés. 

Quando aconteceu a convenção que oficializou a candidatura de Felipe Manassés, outro filho de Manassés, a prefeito de Lauro de Freitas, no dia 14 de setembro, a trajetória da Instituição Manassés foi, outra vez, relembrada. “Deus colocou no meu coração ajudar um grupo de jovens que tivessem se envolvido com as drogas, mas não tivesse condições de custear com o tratamento. No Brasil todo, já ajudamos 10 mil pessoas. Tudo isso foi com apoio dos meus filhos, da minha família”, disse Manassés, o pai, naquela tarde, durante pronunciamento.

A página oficial da instituição tem postagens dedicadas tanto à candidatura de Igor quanto à de Felipe, que tentam vincular a história de sucesso no tratamento do uso abusivo de drogas com o trabalho desenvolvido pelos dois. O uso dos perfis oficiais, assim como a utilização das marcas, é apenas uma das formas de usar uma comunidade terapêutica para ganhar mais votos. Há quem leve os acolhidos para a campanha ou mesmo receba correligionários dentro das unidades.

Atividades vendidas como terapêuticas são usadas com finalidade política 

Uma vez por mês, Fernando (nome fictício) saía da comunidade terapêutica onde estava em tratamento para visitar igrejas evangélicas pentecostais da Região Metropolitana do Recife. Vestindo uma camisa social de manga longa branca, calça e gravata pretas, entrava em fila em cada um dos templos com outros acolhidos. “Tá aqui um grupo de ex-viciado, ex-homossexuais”, anunciava um representante da comunidade, antes do começo do cântico de louvores. O coral era a vitrine da Casa de Recuperação Cristo Liberta em 2013, a entidade criada pelo candidato à reeleição à prefeitura de Olinda em 2020, Professor Lupércio (Solidariedade), mas não só dela. Era também da campanha eleitoral. As apresentações, realizadas todo mês, passavam a ser semanais em períodos de eleição.

“A gente passava em mais de uma igreja por dia. Ninguém dizia que era por causa da campanha, mas eu percebia. O cara tava lá candidato e todo mundo achava lindo, emocionante, quando a gente chegava”, conta Fernando, cuja primeira passagem pela Cristo Liberta aconteceu antes da primeira eleição do dono, há sete anos. 

A Cristo Liberta foi fundada por Lupércio em 2009. Em 2012, ele foi alçado ao cargo de vereador de Olinda. Dali, a deputado estadual em 2014 e prefeito, em 2016. Antes, Lupércio já foi auxiliar de serviços gerais, entregador de carnê de IPTU no Recife e professor da rede estadual de ensino.

É desse último posto, de lidar com a história de alunos e familiares em uso abusivo de drogas, que surgiu a ideia de criar a Cristo Liberta. Quando entrou pela primeira vez na unidade, Fernando encontrou um ambiente precário. O banheiro era um buraco, o chuveiro, um poço natural. Havia televisão, mas sempre ligada em cultos evangélicos. “Se você quisesse condição boa, tava em casa, mas você foi fazer uso de droga, tem que passar por isso mesmo”, ouvia Fernando dos responsáveis por cuidar da casa.

O pernambucano, que prefere anonimato, teve sete passagens pela entidade. Acompanhou o crescimento da Cristo Liberta e, consequentemente, de Lupércio na política. “Ele sempre se mostrou um cara humilde. Teve noite de eu acordar e ele estar dormindo na cama ao lado que eu dormia. Quando estava lá, comia da mesma comida da gente.” A primeira casa da Cristo Liberta foi substituída por um sítio, na mesma vizinhança, na cidade de Igarassu, litoral Norte de Pernambuco. Também foi fundada uma unidade para mulheres, em Paulista. “Ele falava que não envolvida lá com política, até para justificar a precariedade da comunidade, mas o espaço melhorou sim. Construíram área de lazer, instalações melhores”, afirma Fernando. 

Até 2010, o Professor Lupércio só havia declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um carro no valor de R$ 25 mil. Em 2014, declarou uma casa de R$ 180 mil. Em 2016, ano em que se tornou prefeito, declarou duas casas, um carro e valores bancários, totalizando R$ 1 milhão. Em 2020, o valor declarado por ele desceu para R$ 447 mil. Em nenhuma das vezes, os imóveis e propriedades derivados da Cristo Liberta aparecem na lista de bens declarados.

Apesar de dizer não mistura política com a comunidade, Lupércio costumava receber correligionários nas unidades. Em 2018, durante a campanha de reeleição, o atual governador de Pernambuco, Paulo Camara, chegou a visitar a Cristo Liberta no dia dos pais, 12 de agosto. Na ocasião, também estiveram presentes os na época deputado federal Augusto Coutinho e vereador do Recife Rodrigo Coutinho. Naquele pleito, a esposa de Lupércio, Cláudia, era candidata a deputada estadual, e Augusto Coutinho foi o segundo no ranking de doadores para a campanha dela, transferindo R$ 64,8 mil. 

Em 2018, os na época deputado federal Augusto Coutinho e vereador do Recife Rodrigo Coutinho visitaram a comunidade Cristo Liberta, mantida pelo candidato à reeleição à prefeitura de Olinda, Professor Lupércio (à esquerda). Foto: Reprodução/Facebook.

“Acontecia bastante em época eleitoral. Às vezes, eu me sentia um cachorro adestrado que ia ser apresentado aos convidados”, lembra Fernando. Em 2020, Lupércio postou na página oficial do Facebook, dia 5 de setembro, um vídeo no qual fala da Cristo Liberta. A página é a mesma usada para divulgar os materiais de campanha. No seu plano de governo 2021-2024, na parte dedicada aos direitos humanos, diz que vai “incrementar o enfrentamento ao uso de drogas, através do apoio a ONGs, Associações, grupos, clínicas e outros espaços para recuperação de dependentes químicos.”

Segundo Fernando, em época de eleições a comunidade fazia mutirão para retirada do título de eleitor e, no dia da votação, arrumava uma kombi para levar às zonas eleitorais. Para ele, a Cristo Liberta não serviu como tratamento, mas abrigo. “Comunidade terapêutica quer três coisas minhas: meu voto, mas eu não dou porque ele é secreto; outra é meu dinheiro, esse como eu quase não tenho, eles não vão ter. E, por último e mais importante, eles querem minha liberdade e isso é inegociável.” A reportagem tentou contato por duas vezes, em abril e em outubro deste ano, com Lupércio, mas não obteve retorno.

Rádios, programas de televisão e redes sociais ajudam na campanha permanente

Um dos primeiros vídeo postados neste ano no canal de Youtube usado na campanha de Michele Collins (PP) é dedicado ao Ministério Recuperando Vidas, trabalho iniciado por ela e o marido em 1996 para acolher pessoas em uso abusivo de drogas, e à comunidade Saravida. “A gente sempre fala que aqui é como se fosse uma olaria. Deus pega o barro, a massa, desmancha, quebra e faz um vaso novo”, narra a voz da candidata à reeleição para vereadora doRecife (PE).

Em seguida, Edson Barbosa faz uma pequena apresentação de si. Atual monitor da casa de recuperação masculina da Saravida, em Vitória de Santo Antão, ele foi um dos primeiros acolhidos na casa fundada por Michele e Cleiton Collins, deputado estadual em Pernambuco. “Estou aqui há 18 anos”, anuncia nas imagens. Edson chegou à Saravida por meio da Justiça, como pena alternativa pelos furtos cometidos e em troca de cumprir o cárcere no Complexo Prisional do Curado. Foi acolhido durante nove meses e virou estagiário antes de tornar-se monitor, segundo conta à Retruco

Apesar de estar no vídeo de boas-vindas do canal de Michele, Edson garante que o casal evita falar de política dentro da comunidade. “Eles sequer se apresentam como políticos para os acolhidos.” O que não impede, entretanto, de referenciarem o trabalho da Saravida e do Ministério em campanha, como é possível ver nos canais oficiais de Michele. “As pessoas que estão fora de acolhimento, se quiserem votar neles, votam. Eu, por exemplo, voto, pois eles fazem um serviço que muitos não fazem. Não é porque trabalho com eles, é porque vejo o serviço”, defende Edson.

A comunicação é o principal meio de associação entre as ações junto às comunidades terapêuticas e o casal Collins. Ainda que não estejam na diretoria das casas, os dois têm um programa de televisão dedicado a falar das ações da Saravida e do Ministério Recuperando Vidas, veiculado todos os sábados, às 11h, na TV Tribuna, afiliada da Band, e aos sábados e domingos, em dois horários pela manhã, na TV Nova Nordeste, retransmissora da TV Cultura. No Youtube, o canal Recuperando Vidas, que reproduz os vídeos, têm 11 mil inscritos. Sem contar a veiculação de programas nas rádios locais El Shadday e Cabo FM, e a rádio web própria, a Mais Vida, que também tem como locutoras duas dos três filhos do casal.

Entre reproduções dos programas de rádio e de televisão, alguns vídeos publicados online no Youtube são dedicados a recontar a história de Cleiton – pedra fundamental do discurso de luta contra as drogas da família – e também a explicar a Saravida e o Ministério. São esses, inclusive, os vídeos com mais visualização da página. Enquanto os outros mantêm cerca de 300 a 600 visualizações, a história da Saravida tem 2,1 mil e a de Cleiton, 2,4 mil. 

Eles não são os únicos a adotar a propaganda por meios de comunicação. Na cidade de Barreiras, no Oeste baiano, Delmah Pedra criou o Centro de Reintegração Social Nova Vida, onde são atendidos homens e mulheres. Em maio do ano passado, ela foi convidada para apresentar um programa de rádio. Aos sábados, entre as 15h e 16h, a baiana debate o tema, geralmente na companhia de convidados, numa emissora local. A temática é sempre o uso de drogas, a reinserção social e a recuperação do dependente químico. Não deixa de ser, também, uma vitrine para a comunidade – onde o atendimento é gratuito e a receita vem de doações e convênio com o Governo Federal – e para a própria Delmah, natural de Xique-Xique, também no Oeste da Bahia. 

Delmah Pedra, candidata a vereadora de Barreiras (BA), durante transmissão de rádio. Foto: Reprodução/Facebook.

Delmah é candidata a vereadora em Barreiras, e vice-presidente do Partido Social Democrata (PSD) da cidade. Em 2012, concorreu ao mesmo cargo, mas não foi eleita. Um dos seus vídeos de campanha exibe várias imagens da comunidade terapêutica que mantém. “Eu não acreditava muito na política partidária, mas aí o pessoal que vivia comigo, viu que só tínhamos como ampliar estando assim, entrando na política”, conta. Ela é irmã do vereador de Juazeiro, município no norte do estado, Dalmir Pedra, e seu ex-marido, sobre quem prefere não falar, é dono de uma entidade terapêutica em Brasília. 

O envolvimento com a política local não é recente. O próprio terreno onde funciona uma das duas sedes da comunidade, só para homens, foi doada, em 2005, por Constantino Catarino de Souza, então um grande produtor rural, e pai de Jusmari Oliveira, ex-deputada federal, ex-prefeita de Barreiras e hoje candidata à reeleição. De 2017 a 2018, Delmah foi gestora de Programas de Habitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia, quando Jusmari foi a titular da pasta.

Governo Federal ampliou investimento em comunidades terapêuticas do Nordeste

Em cima da mesa da sala que ocupa no prédio anexo da Câmara dos Vereadores do Recife, a vereadora Missionária Michele Collins (PP) abre uma pasta vermelha e caça cópias de legislações para referendar cada explicação sobre as comunidades terapêuticas. O calhamaço de papéis reflete a importância da pauta na agenda política dela. Naquela semana de março, aconteciam as pré-conferências de Políticas sobre Álcool e Outras Drogas do Recife, em que ela defendia as comunidades terapêuticas nas reuniões com a sociedade civil.

Michele estava ressentida. “Existe uma portaria do Ministério da Saúde, a 3088, dizendo que as comunidades fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial. Só que eles não querem o dinheiro da saúde nas cts, mas elas também são um equipamento de atendimento para as pessoas”, defende. 

Se a chegada das comunidades terapêuticas ao Congresso Nacional teve como protagonista a aproximação de lideranças e religiosos do segmento junto ao poder legislativo federal, a ampliação de investimento público e aproximação com a rede de saúde local depende das pressões exercidas em âmbito regional. Michele sabe disso e tem tomado a frente da articulação com lideranças de comunidades terapêuticas no Nordeste, sobretudo porque a região vem ganhando espaço no financiamento público.    

A maioria das vagas em comunidades financiadas com dinheiro federal, até 2018, estava concentrada nas regiões Sul e Sudeste. A nova onda de financiamentos nos últimos dois anos, que aumentará em 10 vezes as vagas patrocinadas pelo Estado, aponta uma ampliação dos investimentos públicos para comunidades do Nordeste.

Entre os anos de 2013 a 2018, a região Sul foi a mais contemplada com o repasse de dinheiro para as comunidades terapêuticas. Das 390 unidades que receberam a verba, 37% delas são dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Das 8.250 vagas abertas, 2,8 mil estavam lá. Somente o estado do Rio Grande do Sul tinha 63 unidades contempladas, quase o mesmo número de entidades que receberam a verba em todos os estados do Nordeste. A região representava 17% do total de vagas contempladas, com 65 unidades e cerca de 1,7 mil vagas. 

A disparidade entre os percentuais de distribuição no território nacional diminuiu em contratos firmados em 2018, cujos pagamentos ocorreram em 2019. Por meio desses contratos, 279 comunidades terapêuticas receberam dinheiro no país. Dessas, 84 na região Nordeste, o que significa 30% do total. Por outro lado, 28 unidades da região Sul foram aprovadas, o que representa 10% do todo. No contratos firmados em 2019, contudo, o Nordeste representou 6% das comunidades. Já o Sul, 62%. 

Ainda assim, a escalada do financiamento das comunidades terapêuticas no Nordeste fica clara quando analisados os dados de cadastramento de comunidades terapêuticas por meio da portaria 563, do Ministério da Cidadania, obtidos pela Retruco via Lei de Acesso à Informação (LAI). O documento institui as regras básicas que devem ser cumpridas pelas instituições para se candidatarem a receber financiamento do Governo Federal. Das 136 instituições cadastradas desde março de 2019, 35% delas estão no Nordeste. Dos nove pedidos em análise no mês de abril, seis eram na região.

Federações crescem na região para buscar mais verba do Governo Federal

O novo cenário impõe uma articulação por meio das federações, entidades cujo objetivo é discutir diretrizes internas e interesses em comum às diferentes instituições, mas que acabam amplificando a capacidade de pressão ao legislativo e executivo nacional. No Nordeste, a criação de diretórios locais nos estados tem sido cada vez mais frequente, impulsionada pela necessidade de organização para garantir as verbas públicas. 

“As federações amparam a lógica da representação política, além de serem uma forma de se defender”, explica a pesquisadora da UFRGS, Priscila Farfan. Fazem parte do desafio a ser superado pelas Federações a padronização do modelo de comunidades terapêuticas acolhedoras no Brasil, hoje diversificado e até desconhecido em sua totalidade. “Os desafios são adequar uma imagem, um discurso, um conceito, mas também as práticas, questões legislativas de estrutura da instituição, para ganhar o financiamento público.”

De acordo com o Ministério da Cidadania, além das disposições legais e regulamentares, as comunidades terapêuticas devem apresentar documentos que comprovem sua regularidade financeira e jurídica e a comprovação de capacidade técnica com equipe adequada e projeto terapêutico, estabelecidos em edital de Chamamento Público. Só assim, podem obter verba federal. 

Michele Collins atua nas duas frentes. Além do cargo na Câmara de Vereadores do Recife, acumula as seguintes funções: assessora de articulação institucional da Federação de Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil (Feteb), cuja sede atual é dentro de uma sala cedida pela Saravida, no Recife; assessora de políticas públicas da Confederação Nacional das Comunidades Terapêuticas (Confenact); e fundadora da Federação Pernambucana de Comunidades Terapêuticas (FEPECT). 

“A gente quer ajudar as instituições a chegarem no padrão solicitado pela portaria 563, pois sabemos que é muito difícil, muitas não têm dinheiro”, conta, mostrando no celular os grupos de whatsapp com donos de outras comunidades, nos quais troca mensagens, envia experiências, documentos, modelos de requisições e fotos das casas. Michele é figura frequente nas reuniões sobre o tema, inclusive nas videoconferências realizadas durante a pandemia com o Ministério da Cidadania. Nem nas férias ela deixa de lado. “Viajei e fundei a Feteb de Manaus (AM). Fui para Fortaleza (CE) outro dia, aproveitei e fundei a Feteb de lá.”

As articulações no Nordeste ajudaram a fomentar espaço. “Não existia uma preparação técnica. Era complicado, tinha que ir para São Paulo fazer os cursos. Com a organização, passamos a ter cursos aqui, além de ter mais contato com o secretário nacional. Passamos a ter visibilidade”, conclui Dener Feijó, fundador da CT Estância Fraternidade, da cidade de Caucaia (CE), no Ceará.